Esse texto que vos publico é um tanto quanto velhinho. Estava por aí em algum caderno amarelado e eu o achei. Resolvi passá-lo para o computador e subseqüente publicação no blog. Quanto a mim. Quer saber? Tá bom! Não quer saber, não conto. Apenas leia e se for possível comente.
Ponte de Rialto - Veneza, Itália
Amanhecer em Venez(a)uela
Suntuoso o Sol chega faustoso nesta manhã. Aparece por detrás do morro, tímido em sua aparição. Com soberania emana seu calor sobre nós. Raios cortam o céu, cortam as nuvens; afastam o sereno da noite. Passam sem problemas pelas frestas da janela e alcançam os meus olhos. Faz-me acordar. Recíproco sentimento de felicidade, igual vontade ser como ele. Refulgir um universo, ter a Lua como sua paixão, ser importante e não arrogante por seu posto. Entre meus lençóis estico o corpo e com certa preguiça levanto-me. Ponho os chinelos nos pés dementes que sustentam um corpo tolerante ao sono. Vou ao banheiro para lavar o rosto, escovar os dentes. Tomo o café, leio o jornal. Estou com o pensamento na minha Venezuela. Sim, Venezuela! Cuja alcunha revela: “pequena Veneza”. Minha pequena Veneza, como estará agora? Será que ela sabe que é como Veneza para mim? Linda, vivaz, única. Simples por essência, charmosa por natureza, com elegância encanta quem a vê. É o âmago da minha vida. O Sol em seus olhos tende a ser o amanhecer mais perfeito que já fora visto. Surpresas, surpresas... É possível encontra-las em seu olhar. Não há como voltar em mim quando em você perco-me em caminhos sem fim. Quimera tal qual águas calmas de Veneza é quebrada por um bocejo, passo a mão no rosto e tomo mais um gole de café. Realidade é preciso retornar. Por camisa, calça, tênis. Sonhar é bom, viver é um dom, amar é um risco. Um limite entre o prazer e a dor. O Sol acima do Sol e a vida prossegue.